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quarta-feira, 22 de julho de 2015

DIARIO: QUARTA FEIRA - 22/07/2015 - 08:48H




"Sou feliz com o que tenho...se e pouco não sei...mas estou feliz”
Se entregar a verdade de amar é sentir-se leve o suficiente para viver um amor sem vaidade e orgulho. Coisa para poucos, eu sei. Mas chega um dia, ou pelo menos deveria chegar, que a maturidade da nossa vontade de amar transborda. E transborda tanto, que sentimos saudade do pouco que muito diz e, como quem nada quer, transforma eletricidades em calmaria.


Chega uma fase onde a vida pede, implora, calma e companheirismo. Pede varanda, pede cautela, pede silêncio em dupla e pede sinceridade em forma de risada e beijo.

O fato que é nem todo mundo tem firmeza de admitir que amores calmos são bem-vindos. Ficamos ali, permeando entre nossos medos e receios de um amanhã, como se o amor existisse somente para poucas, e sortudas, almas. E quando o vivemos intensamente, como volta e meia dizemos e hasteamos por aí, nos julgamos vulneráveis. Mas a verdade é que ninguém se torna vulnerável por procurar amores nas tais varandas da vida. As pessoas se tornam vulneráveis por colocar todo sentido da vida em buscas tão únicas e fluentes.

Claro que, se eu pudesse, viveria ao lado de alguém com alma de música. Deitaria na sarjeta olhando as estrelas e viveria aquele amor em forma de plenitude e beijos atravessados. Mas, enquanto isso não acontece, continuo vendo meus seriados, caminhando com meu cachorro com atitudes de tamanduá e comendo minhas comidas congeladas. Tudo isso com a mesma positividade de sempre, mesmo quando estou no fundo do poço. Até porque, melhor estar no fundo do poço do que continuar caindo.

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