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terça-feira, 4 de agosto de 2015

DIARIO: TERÇA FEIRA - 04/08/2015 - 10:00H


 

Hoje eu queria me encontrar nos teus olhos, nos teus dedos, no som da sua risada, no seu toque. Queria me encontrar em você. Com você.

Um post que sempre me pedem para fazer aqui no blog é sobre ”namoros à distância”. Sei que enrolei o máximo que pude para fazer esse post e por isso peço desculpas. Mas a verdade é que quando vivemos algo, e para nós isso é tão bonito e saudável, fica difícil explicar apenas com palavras. Mas juro, vou tentar.

Parece que todas as pessoas interessantes moram longe, você também se sente assim? Conhecer alguém, se apaixonar, e descobrir que ele mora no Acre. Legal. E isso está se tornando cada vez mais comum devido ao avanço das redes sociais e da facilidade de se relacionar com alguém que está tão perto – porém tão distante – do outro lado da tela de um computador. Mas o que mais me espanta, é que muitos relacionamentos terminam por culpa da distância. Muitos relacionamentos sequer começam por culpa da distância. Me permitam discordar, mas a culpada não é a distância e sim a covardia.

A base de todo relacionamento é a confiança e o respeito. O amor? É importante sim, mas não é essencial. Conheço casais que estão casados há anos e não se amam. Eles se respeitam e confiam um  no outro, porém amor ali, nunca existiu. A verdade é que o amor é algo difícil de se encontrar, e muitas pessoas desistem no meio da jornada. Preferem manter alguém ao seu lado que lhe respeite e lhe faça bem do que sofrer procurando por um amor que possa nunca vir. Olha, elas não estão erradas. Achar o amor não é mesmo fácil. E amor, amor mesmo, é uma vez na vida e olhe lá. Então me diz uma coisa, se você achar o amor da sua vida e ele morar do outro lado do mundo – você deixaria que ele escapasse?

É impossível controlar alguém. Seja perto, seja longe. Para fazer algo errado não basta estar a quilômetros de distância, quem quer fazer algo de errado faz até morando debaixo do mesmo teto. O que é injusto, porque fica parecendo que só existe traição, ciúmes e mentiras nos relacionamentos à distância; o que não é verdade. “Ah..., mas é mais fácil trair quando se está longe do que quando se está perto” Depende. Isso vai de caso para caso e não há que se falar no que é “mais fácil”. Há que se falar em amor, em respeito, em confiança, em companheirismo e força de vontade para ficar junto. Se você encontrou todas essas características, não desista de alguém só porque ele mora longe.

Quem mora longe sente tudo em dobro. A saudade espreme o coração e o amor esmaga o cérebro. Os dias demoram a passar e você começa a focar em outras coisas porque não quer lembrar que está longe. Namorar à distância é dormir olhando para a tela do celular, é ler a mesma carta dezenas de vezes, é escutar uma música que traga a pessoa para o seu lado. Amar alguém que está longe é valorizar o poder das palavras e o barulho da respiração do outro lado do telefone. É se agarrar a cheiros, fotos e lembranças. Amar alguém à distância é se entregar e não ter medo de ver o coração cansado e sufocado com as dificuldades. As horas passam devagar e o relógio se torna seu principal inimigo. As rodoviárias e aeroportos começam a parecer aconchegantes e as horas de viagem que deveriam ser tão estressantes, se tornam prazerosas. Suas roupas vivem amontoadas em uma mala e você chega a ter uma vida dupla. Amar à distância é se despedir com um sorriso no rosto e engolir as lágrimas que só poderão cair quando ele não estiver mais perto. Mas isso tudo não importa. Porque quando os olhos se encontram e a saudade se transforma em um abraço, nada mais importa. É só você, eu e uma estrada que se pudesse, pegava todos os dias.

A gente que ama longe, ama igual quem ama perto. O amor é o mesmo, a vontade é que é maior. Afinal, se um amor supera até a distância… acho que ele é capaz de superar tudo.

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